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CORPO SELVAGEM
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Carina Zancheta
semeadora e escritora do Manual

Sou muitas,
Artista e Dançarina, pesquisadora e alquimista das danças ancestrais como forma de auto conhecimento.
Moro em um sítio em Ubatuba-SP , onde sou aluna na maior parte do tempo de todo o sistema de vida que ali se encontra, juntos praticamos agrofloresta, bioconstrução e mais além, praticamos a escuta e a gestão do coletivo como corpo casa e vice-versa. há 5 anos facilito círculos sagrados levando a arte da ancestralidade, fonte inesgotável que me nutre em cada despertar, quando nômade bebi da alquimia dos alimentos vivos e do jejum, minhas paixões são o tambor e a dança, sou de tantas formas que me permito viver na ciclicidade natural da vida.
Estou em um instrumento corpo pela terra, tecendo estreito cada vez mais essa escuta de sentir para ser sua "portal" voz em ações amorosas para mim e para o planeta, que é quem eu sou.
Nasci na simplicidade do interior, uma cidade calma que me permitiu brincar na terra, andar descalça, subir em árvores e contemplar minha ingenuidade, agradeço pela pureza da menina que se permitiu a ver os trabalhos manuais e musicais de minha avó materna, onde me coloquei a sentir a vida por outra perspectiva.
No caminho do amor, tudo o que não caminha no equilíbrio se distorce e nessas eu me vi fugindo muitas vezes, mas foi exatamente nesses caminhos tortos que eu pude encontrar a parte mais visceral, fêmea, escura que habita em mim, e foi ali pouco a pouco que eu pude ver mais além do meu próprio arco íris, pude reconhecer partes do mundo que são negadas há muito tempo e essa reflexão me levou as medicinas da floresta, ao caminho da simplicidade, ao encontro com a Deusa em forma de uma potente mulher de várias facetas, aquela que ri, que chora, que fica e que vai embora, e que se diz tudo bem, porque compreende que tudo é impermanente.
Me coloquei a sentir minha ancestralidade e com ela todo o meu servir amoroso pelo resgate dos não vistos na ignorância do patriarcado, hoje com muita sutileza meu servir traz as simplicidade de se auto cuidar, de se amar e passar isso pelo corpo e mãos se eternizando na ação por nossa divina existência e fazer de nossa caminhada o próprio propósito.
Sara Derba
ilustradora e muralista

Nasceu em Guadalajara (Espanha) mas desde nova optou por ser nômade.
Estudou Belas Artes na Espanha, Itália e Brasil. Sempre teve interesse na biologia e na vida selvagem e fez mestrado em Biodiversidade, Conservação e Evolução Animal. Ao longo da sua vida, buscou sempre a fusão das suas duas paixões: arte e natureza.
Como uma boa sagitariana de caráter inquieto, aventureiro e sonhador abriu portas para descobrir outras culturas e novos territórios, como o norte de África e caminhou vários anos pela a América do Sul , onde aprendeu sobre vida sustentável, agroecologia e permacultura.
Além disso, participou de vários grupos de arte independentes e se ofereceu para várias associações ambientais.
No seu trabalho, seu interesse pela conservação da fauna e da flora está sempre presente, além de um compromisso contínuo em cuidar da Terra. Sempre inspirada pela natureza, gosta de usar cores vibrantes para criar universos paralelos formados por uma simbiose da realidade, da utopia e dos seus próprios sonhos. Ela ve o uso da arte como uma maneira de expandir a consciência e a conexão com o mundo natural do qual todos fazemos parte.
Atualmente, ela está escrevendo e ilustrando um livro baseado em histórias coletadas durante suas viagens, misturado com a sabedoria ancestral, o místico com o selvagem e seus próprios sonhos para assim espalhar una mensagem de amor e valor para a Mãe Terra.
Atualmente está imersa numa pesquisa de uso de pigmentos naturais extraídos de folhas, flores, raízes e cascas de árvores e frutos, flores.
Nos últimos anos, ele se dedicou a estudar empiricamente o poder que os alimentos têm em nosso corpo, a experimentar e a realizar receitas para a nutrição vegana viva ou crua.